Amigos das horas fáceis
As horas de diversão, de riso, de brincadeira, de gozo, de companhia; essas são as horas fáceis. São as horas passadas num café, num concerto ou numa cave. São as horas que perdes a ouvir os devaneios, as opiniões e as futilidades dos outros; são as horas que perdes a assistir às atitudes parvas, cobiçosas e orgulhosas dos outros; são as horas que consomes para demonstrar a preocupação para com os outros, demonstras que estás lá para eles, para os apoiar, dar força e coragem.
Sim, é nas horas fáceis que te dás conta de que tens muitos amigos: aqueles amigos que te gozam; que por vezes te faltam ao respeito, que não te sabem estimar e aceitar; são aqueles que te julgam, que te tentam manipular e pior que isso, não são capazes de te perdoar, mesmo que tenham sido eles os que erraram mais vezes; mesmo sendo eles os que erraram mais vezes para contigo. São aqueles que te deixam sozinho/a.
Sim, é nas horas fáceis que temos muitos amigos. Mas é nas horas difíceis que se vêm: os amigos – verdadeiros. Aqueles que nunca te falham, que estão sempre lá e que (re)aparecem mais cedo ou mais tarde. São aqueles que tornam o teu dia melhor, que se preocupam contigo e que se esforçam para estar na tua companhia; aqueles que te dão força e coragem, apoio e valor. Os amigos das horas difíceis estão presentes nos momentos de dor e sofrimento, são incansáveis e só desejam que estejas bem, para que dessa forma eles possam também ficar. É com o teu bem-estar que se preocupam numa situação difícil, podendo vir a esquecerem-se dos seus problemas, até que tenham a certeza que ficas bem.
Os amigos das horas difíceis são também os das horas fáceis; é com eles que podes contar. E sim, são poucos, no entanto, são verdadeiros, podem nem falar durantes dias, mas sabes que estão Lá. E mais, lembra-te que tanto nas horas fáceis como nas difíceis, são estes amigos, que acima de tudo, te respeitam, aceitam e valorizam.
(sc)